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Sim,
eu poderia abrir as portas que dão para dentro,
percorrer correndo corredores em silencio,
perder as paredes aparentes do edifício,
penetrar no laberinto,
no laberinto de laberintos
dentro do apartamento.
Sim,
eu poderia procurar por dentro a casa,
cruzar uma por uma as sete portas das sete moradas,
na sala receber um beijo frio em minha boca,
beijo de uma deusa morta,
deus morto fémia, lingua gelada,
lingua gelada como nada.
Sim,
eu poderia em cada quarto rever a mobília,
em cada um matar um membro da família
até que a plenitude e a morte coincidesse um dia
-o que accontesseria de qualquer jeito-
mas
eu prefiro abrir as janelas
para que entrem todos os insetos.
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Sì,
potrei aprir le porte interne e infiltrarmi,
silenziosamente attraversare i corridoi
e sfiatarmi dentro le pareti apparenti,
penetrare il labirinto,
il labirinto dei labirinti
lungo gli appartamenti.
Sì,
potrei frugare dappertutto e poi passare
una dopo l'altra, sette porte, le sette stanze,
giungere al salotto per sentire il bacio freddo
di un cadavere divino, lingua ghiacciata di dea morta,
lingua ghiacciata come il nulla.
Sì,
potrei cambiare in ogni luogo la mobilia
e ammazzare tutta intera la famiglia
finché saranno pari morte e compiutezza
il che avverrebbe in qualunque modo,
ma
preferisco aprire le finestre
per far entrare tutti gli insetti.
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